RIO PARAIBUNA
     

 

Rio Paraibuna

Velocidade média dos botes:
Nível Normal - 5 a 6 km
Nível Baixo - 4 a 5 km
Nível Cheio - 8 a 10 km

Tempo de descida: 3 a 6 horas dependendo do nível do rio

Desnível médio por km percorrido: 8.5

Número de corredeiras: 13 a 25

Grau de dificuldade técnica: 3 e 4 (limite do grau 06)

Nome do rio: Paraibuna (na língua indígena Água Turva)

Extensão do rio: 178km

Volume: Grande

Localização: Três Rios

Nascente: Serra da Mantiqueira, Minas Gerais, na cidade de Santos Dumont

Profundidade média varia de 4 a 30m

Principais afluentes: Rio Cágado, Rio Preto e Rio do Peixe

Faz fronteira com os estados de Minas Gerais (à esquerda) e Rio de Janeiro (à direita)

A coloração da água marrom deve-se ao alto índice pluviométrico que ocorre nas regiões tropicais e subtropicais

Temperatura da água: 22 graus

Fauna ictiológica: peixes comuns dos rios fluminenses como: lambari, cascudos, piau, dourado, tilápia, entre outros
Outros segmentos faunísticos: em meio à fauna da região podem ser encontrados: paca, capivara, lontra, tatu, tamanduá, porco do mato, entre outros.

Curiosidades: no trajeto das corredeiras passa-se sob dois pontos de interesse turístico e histórico.

a) Ponte de Ferro: Construída pelos ingleses em 1866 para a ligação dos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, inaugurada em 1867 e desativada em 1972.

b) Pontilhão e cabeceira da antiga ponte do Caminho do Rio ParaibunaOuro: naquela época, a primeira estrada e a única que ligava a capitania de Minas Gerais a do Rio de Janeiro. Foi construída em 1745 (com trabalho de escravos) e por ela era transportado em lombos de mula o ouro de Mariana, Sabará e Ouro Preto até o Rio de Janeiro (para de lá seguir de navio para Portugal). Este transporte levava 14 dias e era conhecido como "Caminho do Ouro". Para atravessar o rio Paraibuna, utilizavam barcaças. Posteriormente, em 1767, construíram a ponte do Caminho do Ouro, dinamitada em 1789 pelos Inconfidentes Mineiros durante a Revolução da Inconfidência Mineira, a fim de eliminar a única ligação entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais.

RIO PARAIBUNA PRESENTE EM NOSSA HISTORIA

Segundo os índios Caxinoás (antigos moradores da região), o nome Paraibuna provém de Parayuna, que significa águas escuras, ou turvas, devido às rochas e a formação de granitos em seu fundo.

Importância Histórica

O rio Paraibuna foi de extrema importância durante o período da história brasileira conhecido como "a corrida do ouro". Em 1703, a mandado do rei de Portugal, o sertanista Garcia Rodrigues Paes, foi ao Rio de Janeiro seguindo as margens do rio, com a finalidade de proteger a área de ladrões que fugiam da fiscalização portuguesa. Esse trajeto ficou conhecido como o "caminho novo".

Importância Econômica

Além de fiscalizar, o caminho novo serviu de rota comercial, econômica e estratégica para o transporte de ouro e diamantes, lugar de tocaias e assaltos. A fazenda de Tapera, antiga Alcaidemoria, foi a primeira construção do local. Conseqüentemente, muitos povoamentos surgiram ao seu redor, formando em 1850, um vilarejo denominado Santo Antônio do Paraibuna, que mais tarde se transformou na cidade de Juiz de Fora.Houve uma grande expansão econômica na região, sobretudo devido às margens do rio, que além de ter colaborado para o desenvolvimento da agricultura, facilitou o cultivo de café. Além disso, o Paraibuna serviu de base para o processo de industrialização da cidade. Esse surto industrial se deu, sobretudo, a partir de 1856, quando o engenheiro Mariano Procópio Ferreira Lage deu inicio à construção da Estrada União Industria, que foi a primeira via de transporte macadamizada do Brasil. Inaugurada em 1861, a rodovia de 144 Km de extensão ligava Juiz de Fora à Petrópolis.

O rio Paraibuna divide a cidade em duas partes: margem esquerda, região mais alegre, mais livre, despreocupada e revolucionária. E margem direita, onde, conforme antigos moradores, habitavam cidadãos prestantes, que praticavam ostensivamente a virtude e amontoavam, discretamente, cabedais, que as gerações sucessivas acresciam à custa do juro bancário e do casamento consangüíneo.

O rio Paraibuna, além de ser um dos protagonistas de nossa história, inspira intelectuais, estando presente no cinema, na tv e em diversos escritos.