Historial
A primeira viagem registrada de barco em corredeiras foi em 1869, quando
John Wesley Powel organizou a primeira expedição no rio
Colorado, EUA, em barcos com remo central. No começo, os aventureiros
não possuíam nenhuma técnica para manobrar seus
rígidos e pesados barcos nas corredeiras, tiveram problemas de
capotamentos e choques com pedras.
Em 1896, Nataniel Galloway revolucionou as técnicas de Rafting
com uma modificação muito simples, ele colocou o assento
do bote virado para frente possibilitando encarar de frente as corredeiras,
facilitando as manobras.
Finalmente, em 1909, foi realizada a primeira viagem de rafting com
finalidade comercial pela Juliu´s Stone´s Grand Canyon.
Nos anos 50, tivemos muita melhora nos equipamentos e descoberta de
novos roteiros o que atraiu o interesse dos amantes dos rios. Durante
os anos 60 tivemos uma grande evolução com uma série
de novos modelos e ideias que deram um grande impulso ao desporto.
Trabalhando no conceito de colchão flutuante Jim Cassady, Randy
Shelman e Glenn Lewman, criaram o bote com fundo inflável, “costurado”
nos tubos principais, que flutua a aproximadamente 15 cm da água
permitindo que a mesma saia pelos furos da costura. A primeira geração
de botes AE (auto-esvaziantes) foram chamados de SOTAR (State of The
Art Raft). Hoje existem muitas empresas que oferecem este equipamento,
como a Vias Naturais.
No Brasil, a história do Rafting é bem mais recente. Os
primeiros botes para corredeira chegaram em 1982, quando foi montada
a primeira empresa brasileira, a TY-Y Expedições, que
no início operava no Rio Paraibuna do Sul e Rio Paraibuna, ambos
em Três Rios, RJ. No final de 1990, começaram a surgir
empresas.
Rafting
Visão
do rio Paraibuna, considerado um dos melhores da América Latina
para a pratica de Rafting.
DESCIDA DO RIO
O percurso é cercado pela belíssima paisagem
da floresta ciliar, típica das margens ribeirinhas da região,
da qual você estará fazendo parte durante as próximas
duas horas e meia à quatro horas. Tudo parece tranqüilo
e você até começa a achar que as medidas de segurança
foram exageradas quando chega a primeira queda: três a cinco metros
de altura, dependendo da vazão do rio na época!
Com o nível abaixo do normal, as descidas ganham mais altura,
por outro lado com o nível mais alto as quedas ganham força,
ou seja, turburlência e velocidade! Alguns se arrependem já
na primeira (e maior) queda, mas agora é tarde e só existe
uma direção: rio abaixo. A aventura começou. Dizem
que o bom mesmo para você, já "veterano", é
ver o bote seguinte descendo, com as expressões de pavor e os
gritos dos calouros.
Para retomar o fôlego, nada melhor que ouvir as curiosas histórias
que os remadores tem para contar sobre o rafting na região. Um
alerta do remador para segurar as cordas e ficar na posição
indicada é sinal de que a corredeiras estão cada vez mais
próximas.
Para relaxar vale tudo e, em alguns trechos, há uma revigorante
parada para um banho de rio. No primeiro mergulho, é só
se deixar levar pela correnteza. Já no segundo trecho, conhecido
como Garganta do Diabo, a situação se complica, porque
é necessário nadar contra a correnteza e desviar das pedras
do caminho, seguindo com exatidão as orientações
do guia que o está acompanhando.
Mais à frente vem a chamada "Curva do S", onde o barco
desliza num zig-zag (slalom) entre as pedras. Depois de várias
corredeiras, quando você já estava quase se acostumando
- o melhor fica para o final... A última queda, a Hollywood,
aquela da filmagem de um velho comercial de cigarros, onde muitos pararam
de fumar. Depois, como "saideira", a queda "Surpresa",
que leva esse nome porque que ninguém esperava que o coração
fosse capaz de suportar mais uma!
Final: A chegada ao pontal pelo rio
Agora sim, pode relaxar, a aventura acaba com o desembarque no Restaurante
Pontal, no encontro dos três rios (Paraibuna, Paraíba do
Sul e Piabanha) que dá nome à ao município.
Todos estão encharcados e prontos para esquentar-se com a famosa
batidinha, feita com a pinga produzida artesanalmente no próprio
local e frutas da época. Dizem até que tem gente que passa
por toda essa aventura só por causa da tal da batida.
Depois, um banho quente nos vestiários e o almoço: um
self-service de comida caseira mineira, feita em fogão à
lenha, acompanhado de saladas produzidas com vegetais de cultivo próprio
e sobremesas de fazenda, feitas lá mesmo.
Ao final do evento, quem ainda não estiver dormindo de tão
cansado é chamado para receber o CCBD (Certificado de Coragem,
Bravura e Destemor) ao descer, como "rafter" vitorioso, as
Corredeiras do Rio Paraibuna. Pronto, agora, todos podem chamar o velho
Indy de colega.
Mapa do percurso
São
duas as modalidades de rafting à sua espera. Uma delas se encaixa
perfeitamente ao seu estilo de diversão.
Sport / Competição, todos os participantes remam durante
todo o percurso com um instrutor ao leme, guiando o bote. São
4 horas de muita malhação e adrenalina. Algumas empresas
aprimoram o trabalho em grupo de seus executivos nesta modalidade de
descida. Mínimo de 8 pessoas e máximo de 10 por bote.
Devido ao esforço físico e psicológico (nas tomadas
de decisões) a que são submetidos os rafters nesta categoria,
a modalidade possui algumas restrições: é proibida
para menores de 14 anos, aconselhável apenas para maiores de
17 anos com físico regular e impróprio para portadores
de alterações de saúde que limitem picos de esforço.
Na configuração esportiva para competição,
toda a equipe rema. Como no lazer, as equipes são equipadas com
o material de segurança adequado e aprovado para esse tipo de
atividade.
Lazer: É uma modalidade mais "soft". O bote é
conduzido apenas pelo instrutor remador, sempre um rafter experiente,
que remará durante todo o percurso, deixando para o grupo toda
a diversão, a emoção e a beleza das corredeiras
Cada um do botes tem capacidade para 1 remador senior, profundo conhecedor
do rio e de toda a região, acompanhado nas descidas por 9 destemidos
e decididos futuros rafters.
Descida Noturna: As concorridas descidas noturnas somente são
possíveis em noites de lua cheia, quando a claridade natural
e as lanternas oferecem condições de se observar as capivaras,
lontras e outros representantes da variada fauna noturna ribeirinha,
típica desta região.
Informações Gerais: Nesse Link você vai encontrar
todas as informações para começar a planejar o
seu programa de Rafting.