FESTA DO ARRAIAL DO CAMINHO NOVO
     

A festa Arraial do Caminho Novo teve início no ano de 1985 e era realizada na Av. Beira-Rio ( hoje Av. Prefeito Alberto Lavinas ). Teve como percursor, saudoso Jadyr de Barros Santiago o “Jadyr Omulú”. Nos anos de 1987 e 1988 o Arraial foi coordenado pelo Grupo de Amadores Teatrais Viriato Corrêa e a partir do ano de 1989 a Prefeitura de Três Rios, através da Secretaria de Educação e seu Departamento de Cultura passou a coordenar essa festa que se tornou um evento de grande aceitação popular, tornando-se também tradição em nossa cidade. Sendo uma festa de caráter filantrópico, cultural e de lazer, através dos anos conquistou o respeito dos órgãos de imprensa e de variados setores da sociedade trirriense.

POR QUÊ CAMINHO NOVO?

O caminho aberto por Garcia Rodrigues Paes, em fins do século XVII, é marco inicial para o estudo da região de Três Rios- Paraíba do Sul. Da obra “Paraíba do Sul- contribuições históricas” dos ilustres historiadores Marcello de Ipanema e Cybelle de Ipanema, foi colhido o importante subsídio: “Em documentos do período colonial sobre o caminho, a palavra Novo antecede-o e o sucede”. No estudo da nossa história regional convencionou-se chamar o caminho de “Caminho Novo”. Um caminho oficial, com a ausência de autoridades régia. Esse caminho não objetivava apenas uma passagem, nele devia ser transportada mercadoria de alto valor para a coroa: riquezas minerais. Independente da sua importância nacional o Caminho Novo tem como marco, em nossa região, as terras de Monte Serrat. Unindo-se ao, hoje, município de Paraíba do Sul. Por ele passavam desde tropeiros, aventureiros idealistas da terra brasileira, como Tiradentes, na propaganda do movimento da Inconfidência.
Às suas margens foram surgindo as primeiras propriedades rurais da região, permitindo o aparecimento de hábitos oculturados do português indígena, no sertão que se abria foram acontecendo a efetiva fixação do homem à terra interiorana, foram estabelecidas as práticas sertanejas.
Por esses considerandos insistimos em batizar nosso arraial de “Caminho Novo” na determinação de não apenas perpetuar-lhe o nome em nossa memória, muito além: de chamarmos à atenção de que através do marco inicial da história regional poderemos motivar-nos ao estudo deste enredo tamanho.