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O 1º barão de ENTRE RIOS foi Antonio Barroso Pereira,natural
da Paraíba do Sul.Faleceu em Petrópolis,RJ em 12 de Dezembro
de 1862 e a baronesa a 20 de Junho de 1876,em Paraíba do Sul,RJ.Era
Comendador da Imperial Ordem de Cristo e Oficial da Imperial Ordem da Rosa.
BRASÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado:no primeiro as armas dos
Barrosos,_ de vermelho,com cinco leões de prata,cada um com duas
faxas xadrezadas de ouro e vermelho,postos em santor; no segundo,as dos
Pereiras,_ de goles,com uma cruz de prata florida,vazia do campo;e assim
os alternos.
CRIAÇÃO DO TÍTULO: Barão por decreto de 15
de Dezembro de 1852.
Título concedido em l852. Brasão de armas. Oficial da Ordem
da Rosa. Sargento-mór de Milícias. Em l833Vereador a primeira
Câmara Municipal de Paraíba do Sul, cargo sucessivas vezes
exercido, inclusive a sua Presidência. Nasceu em l792 na Freguesia
de Sebolas, município de Paraíba do Sul e faleceu em Petrópolis
a 12 de dezembro de l862, sendo sepultado em jazigo da Capela de Nossa
Senhora da Piedade, em sua Fazenda de Cantagalo, hoje no município
de Três Rios. Filho do Sargento-Mór Antônio Barroso
Pereira e de Maria Jacinta de Macedo. Neto-materno de José Rabelo
de Macedo e de Maria de Carvalho Duarte. Casou com Claudina Venâncio
de Jesus, falecida em 1876, na Fazenda de Cantagalo, sendo sepultada no
jazigo da Capela de Nossa Senhora da Piedade, situada na mesma fazenda.
A Baronesa era filha de Manuel Jesus Cerqueira e de Maria Eufrásia
de Paiva. Teve o barão, desde a primeira legislatura da Câmara
Municipal de Paraíba do Sul, acirrada luta com a família
Paes Leme, pela obtenção de área de terras para patrimônio
do nascente município, que acabou por resultar na concordância
da doação da área pelos proprietários, chefiados
pelo Marquês de São João Marcos. Entre as propriedades
que pertenceram ao Barão de Entre-Rios, além da já
citada Fazenda Cantagalo, as foram ainda suas as fazendas Cachoeira, Boa-União,
Rua Direita e Piracema. Quando de seu falecimento, além das propriedades
rurais citadas, constavam ainda de seus bens, entre outros, 407 escravos;
vistoso palacete em Petrópolis, á Rua do Imperador, número
52; dois prédios na mesma rua; no Rio de Janeiro, um prédio
de dois andares na Rua Direita, atual Primeiro de Março, número
52, avaliado em 70 contos de réis; outro prédio na mesma
cidade, na Rua São Pedro, número 93, avaliado em 20 contos;
em Entre-Rios, atual cidade de Três Rios, um correr de 13 casas
de residência e comércio, junto a Estrada União e
Indústria; diversos prédios em Paraíba do Sul e em
São João Del Rey; além de títulos a receber
e dinheiro em espécie, depositados em várias casas bancárias;
tudo avaliado em 1.569:303$468, imensa fortuna para aquela época
em toda a regiã
ANTÔNIO BARROSO PEREIRA.
Título de segundo Barão em 1877, e de Visconde em 1883.
Filho dos primeiros Barões de Entre-Rios. Nasceu em Sebolas, município
de Paraíba do sul e faleceu em sua Fazenda de São Lourenço,
hoje situada no município de Três Rios, em 27 de janeiro
de 1905, sendo sepultado na Capela de Nossa Senhora da Piedade, no mesmo
município. Casou com Maria Cândida Pereira Belo, prima-irmã
do Marechal Duque de Caxias, pelo lado paterno, e sobrinha do Barão
do Piabanha pelo materno. Era filha do coronel José Ricardo de
Oliveira Belo e de Mariana de Andrade Belo, tendo falecida em l876, antes
do marido ser titular, sendo sepultada no jazigo da Capela de Nossa Senhora
da Piedade. O Visconde de Entre-Rios não era afeto da política,
mas sempre que se julgava necessário pronunciava-se publicamente,
através de jornais, pela moralidade de sua prática.
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